• Listar posts
  • Feeds - RSS
Post

Eugene Kaspersky fala sobre cibercrime e segurança digital

Postado por Das Übergeek em 25/11/2011 16:00
Blog: ÜberGeek

Karmômetro (?)

tende a neutro
adicionar comentário Comment

O CEO explicou um pouco sobre a visão de empresa sobre o cenário atual.

Por Daniel Pavani, de São Paulo

O CEO da Kaspersky, Eugene Kaspersky, falou hoje à imprensa, em uma coletiva que teve como principal objetivo mostrar a visão da empresa quanto ao cenário dos cibercriminosos e segurança de computadores no Brasil e no mundo. Obviamente, sempre precisamos tomar as opiniões de um representante de uma empresa de antivírus – a maior interessada em que haja pânico a respeito – com “uma pitada de sal”, como dizem os americanos. Mas ainda assim, são opiniões interessantes.

Eugene começou contando seu ponto de vista sobre estes problemas. Para ele, a motivação dos hackers para fazer vírus já não é tão grande como antes, mas ainda existe. Ele cita ainda grupos como o *Anonymous*e o Lulzsec que não trabalham por dinheiro, mas por uma espécie de ideologia, o hacktivism (ou hacktivismo).

Ética e legalidade

Perguntado sobre esta posição tão contraria a estes grupos, mesmo que eles possuam um posicionamento político, Eugene afirma que esta não é a forma de agir, que devemos agir da maneira legal pra conseguir as coisas e não interferir na vida dos outros. Ele ainda compara estes grupos com os hooligans, afirmando que não há diferença entra eles, já que eles também destroem o meio em que outras pessoas vivem, ainda de forma ilegal para conseguir atingir um objetivo de sua ideologia.

Kaspersky conta também que há outros grupos como aqueles que trabalham por dinheiro, que roubam dados, senhas e informações. No Brasil há muitos cibercriminosos e Eugene afirma que ajudou a policia de tecnologia brasileira na prisão de muitos criminosos, ainda que ele não tenha mais detalhes.

Há também os cibercriminosos que atacam empresas, diferentes dos criminosos “tradicionais” que atacam qualquer pessoa. Eugene conta que eles sabem o que estão fazendo, quem estão atacando. “Este tipo de atividade é muito profissional, eles treinam, eles testam o que farão, para garantir que seu plano de roubar as empresas dará certo”, conta o CEO.

Muitas vezes eles não estão nem mesmo procurando por dinheiro diretamente. Eles podem estar atrás de informações confidenciais que podem ser vendidas para outras pessoas. O problema e que não e possível saber quem atacou: outras empresas, cibercriminosos, o governo? Há também o problema de sabotagem eletrônica, ataques militares e criminosos via internet a sistemas públicos, como usinas, indústrias e instituições públicas, como o Stuxnet. Porém, quando perguntado sobre o papel que muita gente acredita que empresas de segurança podem ter nestes ataques – financiando os cibercriminosos, o CEO não gostou nada.

Ele conta ainda que os governos não costumam enviar os cibercriminosos para as cadeias, mas sim utiliza-los para achar outros, ou pra ajudar a desenvolver ferramentas de proteção e segurança. Alguns países que certamente já possuem “ciberarmas”, como Estados Unidos, Alemanha, China, Coreia do Sul e Coreia do Norte; porém, “é provável que muitos outros países já tenham divisões deste tipo em seus governos”, afirma Eugene.

Anúncio de parceria coma Ferrari

Eugene também fez questão de anunciar a parceria com a Scuderia Ferrari e avisar que domingo, no Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, a Ferrari já vai correr com o logo da empresa, como uma cortesia, visto que o contrato é válido apenas a partir do ano que vem.

Há também um produto que mistura a segurança digital da Kaspersky com uma espécie de simulador de corrida da Ferrari. É uma mostra de como a empresa russa pretende aproveitar seu contrato com a escuderia.

O mundo mobile

Uma grande preocupação da Kaspersky e também de outras empresas é o futuro dos malwares para smartphones e tablets. O grande problema neste cenário como se configura agora, é o Android. Eugene acredita que, se o mercado continua como está, o sistema operacional da Google poderá ser como o Windows dos sistemas operacionais, com mais e mais vírus e malwares aparecendo a cada dia.

Apenas para se dar uma ideia, hoje, existem mais de 4700 assinaturas de malwares para Android, segundo a equipe de mobile da Kaspersky.

Mais informações sobre a empresa e também um comunicado com a opinião da Kaspersky sobre as ciberarmas disponíveis em eugene.kaspersky.com.


Tags:

Se você gostou,
seja um GEEK!

participe

Comentários Comment

  1. comentário de Novo Fiesta 2012

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Apesar do Kaspersky deixar meu computador extremamente lento com as tarefas, ele é um anti-vírus muito bom, nunca deixou passar nenhuma ameaça.

    Postado por Novo Fiesta 2012 em 30/12/2011 01:00

Postar um novo comentário

Não preencha este campo Ele é um mecanismo para evitarmos spams. Se vc. está vendo este texto, seu browser provavelmente não interpreta corretamente CSS. De qualquer forma, apenas deixe este campo em branco e siga livre para comentar.

Ajuda com a formatação


voltar ao início