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Redes sociais e perfis fakes: proteja-se!

Postado por Nátaly Dauer em 11/05/2011 13:00
Blog: 50% Geek

Karmômetro (?)

excelente
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Não acredite em tudo – ou todos! – que se vê na internet…

Por Nátaly Dauer

As redes sociais já ganharam o mundo: são mais de 600 milhões de perfis no Facebook e 175 milhões no Twitter, além de outros milhares de cadastros no Orkut, MySpace e tantos sites afins, forrados de usuários ávidos por compartilhar sua vida, fotos e mensagens com os amigos.

Entre tantos rostos conhecidos – e muitos mais desconhecidos – é possível até encontrar celebridades, que cada vez mais descobrem nas redes uma maneira de se comunicar com fãs, divulgar eventos e novidades e gerar um buzz de vez em quando. Mas os bons frequentadores já sabem que é preciso desconfiar. Nem sempre aquele rostinho é mesmo quem diz ser.

Sempre foi muito fácil criar um perfil em qualquer rede social usando o nome de outra pessoa, roubar fotos e informações – especialmente de figuras públicas. Além disso, perfis de famosos conquistam rapidamente novos seguidores, o que torna a prática bastante atraente.

Diante do problema dos “fakes”, o Twitter criou um selo de autenticidade, que já conta até com “fila de espera” para consegui-lo, mas as outras redes ainda não ofereceram solução.

Como funcionam os perfis falsos?

Há duas maneiras de manter um perfil fake nas redes: fingir realmente ser a pessoa escolhida, tentando se aproximar o máximo possível de sua personalidade, ou ainda criar um perfil cômico, um estereótipo do real – estes geralmente mais duradouros e de maior sucesso.

Este é o caso dos já consagrados perfis do Twitter @nairbello, @hebecamargo, @mussumalive e @vitorfasano, que usam a imagem de celebridades para dar um toque cômico às postagens, assumindo o “personagem”.

A rede de microblogs é o melhor lugar para um fake ganhar fama, especialmente se desempenhar um bom papel cômico. Porém, nas outras redes, o uso de identidades de celebridades não ganha tanto destaque, já que exigem mais informações para conseguirem credibilidade.

Mesmo assim, o Orkut está recheado de falsos perfis de celebridades ou personagens. Esse tipo de perfil é bastante usado para manter os usuários no anonimato, dando maior liberdade para a postagem em comunidades como a No Escuro – que conta com mais de 103 mil membros, onde a ideia é compartilhar segredos com outros participantes. Para ter uma identidade, mas sem ser a própria, nada melhor do que assumir uma imagem famosa e se tornar mais um fake.

Mas por que criar um fake?

Criador do perfil @MussumAlive e de uma das expressões mais utilizadas pelos usuários brasileiros, a “BUTEQUIS NEGADS” (especialmente às sextas-feiras!), o técnico mecânico Leandro Santos se inspirou no sucesso da conta @VitorFasano e decidiu criar um perfil fake também.

Leandro, porém, tinha medo de ser processado por estar se passando por outra pessoa e, aproveitando seu gosto pelo Originais do Samba, antigo grupo do ator Mussum, decidiu usá-lo como personagem para um perfil no Twitter. Ele também diz não considerar seu perfil @MussumAlive como um caso de fake, mas sim uma homenagem ao ator dos Trapalhões.

Após ser procurado por uma revista, para uma entrevista justamente sobre perfis falsos, seu número de seguidores mais do que triplicou, passando de 7 mil para 25 mil followers, o que garantiu sua fama atual.

Leandro garante nunca ter passado por problemas relacionados ao uso da imagem do personagem Mussum, mas deixa claro que tudo o que escreve na rede é de sua autoria, apenas acrescentando o “Mussumzês”, maneira de falar inspirada pelo comediante.

Apenas os famosos são clonados?

Mas ser “copiado” não é uma prerrogativa das celebridades. Também acontece – e muito! – de usuários criarem perfis falsos de pessoas comuns, como foi o caso de Raul de Oliveira, que já encontrou vários fakes seus no Orkut.

O vampiro geek conta que descobriu montagens mal-feitas com suas fotos e comentários em diversas comunidades, onde o farsante deixava o link do perfil verdadeiro para divulgação, tornando a “piada” mais crível.

Raul se surpreende que existam pessoas perdendo tempo navegando em seu perfil, pegando fotos e imaginando ser ele, dizendo ser assustador saber que pessoas “adultas” se passam por outros indivíduos reais por algum motivo.

Em relação a seus fakes, Raul diz que nunca teve problemas jurídicos, mas já pediu seus desligamentos dos perfis por meios legais, assegurando que não existiam informações importantes, documentações, endereços e coisas mais pessoais na rede. Ele também recomenda ter cuidado com quem se adiciona na rede, e não divulgar informações pessoais nos sites.

O repórter da Geek Matheus Gonçalves também passou pela experiência de ser “clonado” no Twitter, ganhando os fakes @RealToadGeek e @fakeToadGeek.

Matheus diz ter perdido vários followers por causa do @RealToadGeek, já que seus seguidores não sabiam a quem deveriam seguir. O repórter acionou o Twitter (pelo botão de “reportar abuso” no perfil do usuário falso) que, então, deletou a conta. Já o perfil @fakeToadGeek continua ativo, e costuma mandar mensagens ou tirar sarro das suas postagens. Em ambos os casos, os criadores não foram descobertos.

Surgiu um outro fake depois, o @SapoNerd, que era um colega de faculdade de Matheus, mas a conta fora criada como brincadeira e cancelada pouco depois.
Matheus comenta que a pior coisa que pode acontecer é “o cara ser um mala, isso queima filme”. Mas, “se o fake é gente boa, bem humorado, não tem problema”.

Como combater os perfis fakes?

A melhor maneira de acabar com a graça dos perfis fakes é a celebridade verdadeira criar uma conta na rede. Essa foi a atitude de figuras como o empresário Roberto Justus e o ator Bruno Mazzeo, por exemplo. Ao descobrir a verdadeira celebridade na rede, os usuários param de perder tempo com os seus clones.

Já o apresentador Serginho Groisman criou uma campanha no Twitter para denunciar seu impostor, resolvendo rapidamente o problema.

Recentemente, ocorreram casos de roubo de identidade que causaram grandes aborrecimentos para suas vítimas, como o perfil falso no Facebook do músico João Gilberto, que por mais de um ano enganou fãs e conhecidos do artista pela rede, por e-mails e até por telefone, inclusive concedendo entrevistas em seu nome. Aqui, a vantagem do autor da farsa era ser muito bem informado sobre a vida pessoal de João Gilberto, conhecendo inclusive detalhes sobre sua intimidade.

Outro famoso que está sofrendo as mazelas de ter um fake é o técnico de futebol Tite, que já teve uma conta falsa no Orkut e agora também ganhou a sua no Twitter. Quando deu entrevista sobre o caso, o técnico se mostrou extremamente irritado com o impostor do perfil @adenor_tite, que postas mensagens fazendo brincadeiras com a maneira de falar de Tite. O treinador já teve uma conta verdadeira no Twitter, mas desistiu por não se acostumar à rede.

Mas nem todos os fakes causam tanta polêmica: alguns são bastante famosos e têm milhares de fãs e seguidores, como, por exemplo, o perfil @vitorfasano (sem o “c”), um dos primeiros casos nacionais a ganhar notoriedade, ainda em 2008. O ator já afirmou em entrevistas que não liga de “emprestar” sua identidade, dizendo que não acha engraçado esse tipo de coisa e que não teria tempo para fingir ser alguém diferente.

Outra figura que adora seu fake é a socialite Narcisa Tamborideguy, que disse ter pensado em fazer uma conta no Twitter, mas perderia feio para o sucesso de sua versão cômica, a @narcisaoficial, com mais de 92 mil followers. Este é um dos estranhos casos onde a cópia supera seu original.

Quando a vítima é você: sua identidade foi roubada. E agora?

Para denunciar um perfil falso ou recuperar uma identidade roubada nada melhor do que contar com o suporte das próprias redes sociais para isso. Em geral, elas alegam que não são responsáveis pelo conteúdo que é publicado e recomendam o uso e proteção de senhas, mas oferecem maneiras de cancelar perfis falsos ou criminosos, e garantem a avaliação das contas.

Com sede no Brasil, o Orkut da Google é o mais acessível, porém o Facebook também já está se instalando em território nacional e espera-se que, em breve, o Twitter faça o mesmo. Mas, mesmo em casos onde a rede só possui escritórios no exterior, a melhor atitude é contatar a empresa.

Basta clicar no botão ou link “reportar abuso” para denunciar um perfil falso no Orkut, fornecendo as informações necessárias para provar que a página é realmente falsa. O mesmo acontece para o Twitter e o Facebook.

A rede de Mark Zuckerberg afirma ainda ter ferramentas para identificar e bloquear perfis por meio do nome cadastrado e de atividades consideradas estranhas, como o grande envio de mensagens para quem não está na lista de contatos. Por outro lado, recentemente o Facebook excluiu os perfis de diversas “Kates Middletons”, por acreditar serem fakes da nova Duquesa, o que mostra que nem sempre essas ferramentas trabalham corretamente.

Porém, mesmo o perfil falso tendo sido tirado do ar, o impostor pode realizar novos cadastros, indiscriminadamente, e o anonimato que a rede oferece é mais um benefício. Para combater a prática, uma das medidas que podem ser usadas é rastrear os computadores usados e processar os responsáveis.

O advogado Paulo Dutra Jr. esclarece que a utilização de pseudônimos não é vedada pela Constituição Federal. Ao contrário: ao pseudônimo são garantidos exatamente os mesmos direitos consagrados à pessoa natural (nos termos do artigo 5°, inciso IV). Assim, em princípio, não é ilícita a utilização de nome que não corresponda à identidade do internauta em redes sociais, ou seja, usuários falsos.

Outro advogado, Omar Kaminski, responsável pelo site Internet Legal, explicou que – no Brasil – existe o crime de falsa identidade (art. 307 do Código Penal), que prevê pena de detenção de três meses a um ano, ou mesmo multas, em casos que o fato não constitui elemento de crime mais grave. Porém, o roubo (ou furto) de identidade ainda não é considerado crime pela legislação penal brasileira, a mesma desde 1940 – desatualizada em relação aos “cybercrimes”.

Esses casos podem ser resolvidos pela via cível, mediante pedido de quebra de sigilo do usuário via provedor de acesso e de serviço, e pedido de indenização por danos morais. Se a empresa possui sede no Brasil, o processo se torna mais fácil e a identificação do usuário é mais rápida.

Mas mesmo no caso de processos contra empresas que não têm sede no Brasil, é possível processar com um advogado comum – valendo-se de um instrumento chamado “carta rogatória” para citar a empresa no exterior, mediante consulado, mas é algo bastante demorado, lembra Omar.

A abertura de um processo não é recomendada, pelo trabalho que demanda e pela demora em geral de casos judiciais. Pode ser mais vantajoso para o usuário tentar um contato com a rede social e solicitar a exclusão do fake ou a recuperação da conta.


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Comentários Comment

  1. comentário de Silvano Sulzart

    Karmômetro (?)

    excelente

    Gostei muito desta postagem. Nossa! Explicativa, com informações e detalhes importantes para quem acessa as Redes Socias. Acredito que com o passar do tempo vamos aprender a lidar com as novas tecnologias e com a virtualidade do mundo contemporâneo.

    Postado por Silvano Sulzart em 06/05/2011 20:04

  2. comentário de Danilo Luiz

    Karmômetro (?)

    tende a ruim

    Matéria interessante. Ainda bem que vi só hoje, não iria conseguir ler do trabalho.

    Achei legal a parte do repórter da Geek Matheus Gonçalves, parecia até que a matéria foi publicada no meiobit ou no gizmodo hehehe.

    Postado por Danilo Luiz em 07/05/2011 21:38

  3. comentário de Daniel Pavani

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Realmente, matéria fantástica!! Parabéns!

    Postado por Daniel Pavani em 09/05/2011 17:19

  4. comentário de divulgar site

    Karmômetro (?)

    tende a ruim

    Muito interessante e também muitas vezes explica um dúvida que muitos se pergutavam, “porque criar um perfil fake.”
    Estão de parabéns.

    Postado por divulgar site em 10/11/2011 00:43

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