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Facebook é proibido no Paquistão
Postado por
Nátaly Dauer
em
19/05/2010 18:30
Blog: 50% Geek
Karmômetro (?)
tende a bomDevido à uma brincadeira com a imagem do profeta Maomé, o principal nome da religião muçulmana, a rede está banida no país até o fim do mês.
Por Nátaly Dauer
Um tribunal paquistanês proibiu hoje o uso do Facebook no país até dia 31 de maio, após a criação de um movimento intitulado Everybody Draw Mohammed Day, um dia para desenhar cartoons inspirados no profeta, escolhido pelos usuários da rede para ser amanhã, 20 de maio.
Os organizadores do grupo no Facebook não o criaram para ofender os muçulmanos, mas sim para afirmar seus direitos de liberdade de expressão e para mostrar que não temem os extremistas, explica o site do jornal inglês The Register.
A brincadeira, porém, não foi bem aceita, já que desenhos sobre o profeta Maomé são considerados blasfêmia por muçulmanos, e a própria página do Facebook já foi criticada por diversos seguidores da religião. Também já houve manifestação na cidade portuária de Karachi, no Paquistão, protestando contra o site.
A suspensão do Facebook já está valendo para o país, e ministro paquistanês Babar Awan afirmou que a questão será levada também para fóruns internacionais, como conta o site de notícias da rede ABC.
Não é a primeira vez que esse tipo de piada irrita os muçulmanos. Em 2006, após caricaturas do profeta serem divulgadas em um jornal dinamarquês, milhares de pessoas foram às ruas no Paquistão, protestando e queimando bancos, restaurantes e postos de gasolina relacionados à empresas ocidentais, deixando diversos mortos e feridos.
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Karmômetro (?)
tende a neutrocomo religiões fanáticas são babacas
Postado por Darkus em 19/05/2010 15:55
Karmômetro (?)
tende a neutroBabaca é você, maldito infiel! O colo do capeta te espera no terceiro i9nferno!
Postado por Xaxado Xaréu em 19/05/2010 18:31
Karmômetro (?)
tende a neutroConcordo contigo Darkus, religiões fanáticas só trazem a desordem.
Mas isso levanta uma questão consideravelmente intrigante, fanáticas são as religiões ou as pessoas que a seguem.
Na minha visão, ambas podem ser consideradas, desde que cumpram certas diretrizes para que se classifiquem como tal.
Fica a questão.
Postado por Thiago Araujo Aycar em 19/05/2010 19:28
Karmômetro (?)
tende a neutroFanatismo de qualquer espécie, seja ele praticado por pessoas ou por instituições, não gera nada positivo para a humanidade. Foi por fanatismo religioso que os cristãos queimaram cientistas e filósofos na Idade Média. Foi por fanatismo religioso que o Talibã implodiu as estátuas ancestrais de Buda no Afeganistão. Foi por fanatismo ideológico que os Estados Unidos entraram naquela crise dos infernos. Foi por fanatismo político que os nazistas conseguiram forçar a eleição de Hitler para a chancelaria alemã. Foi por fanatismo político e ideológico que o Partido Comunista russo deu amplos poderes a Stalin.
Isso se deve à própria definição de fanatismo: aderência irrestrita a um conjunto de dogmas, isto é, verdades inquestionáveis. E onde não há espaço para o debate não há espaço para a razão humana e todas as suas virtudes e méritos. Se hoje vivemos sob os auspícios de um Estado de direito democrático, certamente não é por causa de algum fanatismo. E se hoje esse Estado de direito democrático está ameaçado no Brasil, certamente é por causa dos fanáticos da estrela vermelha e da foice e martelo soviéticos que se apossaram da máquina pública.
Entretanto, isso não nos dá o direito de ofender quem adere a algum tipo de fanatismo. Vivemos em um meio que respeita, valoriza e preserva as liberdades individuais – e é isso que separa o Estado democrático de direito de todas as formas de fanatismo. Podemos criticar, discordar e discutir as formas de fanatismo (embora aprofundar-se nesse tipo de assunto seja mais apropriado em um fórum sobre teologia, economia, etc.), mas a convivência pacífica é baseada no respeito ao outro – o que certamente exclui a ofensa. Ofensa gera apenas respostas ríspidas por parte dos fanáticos, e não podemos esquecer que 11 de setembro é uma lembrança de até onde alguns fánáticos estão dispostos a ir para respondê-las.
Postado por Cavalheiro em 20/05/2010 12:49
Karmômetro (?)
tende a neutroReligião em si é coisa de babaca. O cara acredita não sei no que, em algo que nem vê e só acha que sente porque sempre ouviu falar.
Dá licença…
Postado por Zé da Religião em 20/05/2010 13:25
Karmômetro (?)
tende a neutro@Zé da Religião
O recurso à ofensa é considerada uma falácia formal desde os tempos de Aristóteles, ou seja, é uma forma de produzir uma idéia totalmente falsa. Sustentar ou estruturar um argumento em uma ofensa não apenas o invalida como é desagradável e contra todas as regras de boa educação e boa convivência estabelecidas e aceitas ao redor do mundo mesmo por aqueles que desprezam a sociedade tal como ela está constituída em nossos dias.
Aliás, o princípio de “trate os outros como você gostaria de ser tratado” é assumido como dogma moral fundamental da maioria das religiões modernas, dentre as quais o cristianismo, o islamismo, o judaísmo e o budismo. Pergunto: você acha isso de tratar os outros como você gostaria de ser tratado “coisa de babaca”?
Postado por Cavalheiro em 20/05/2010 13:35
Karmômetro (?)
tende a neutroTodas as religiões são idiotas mas quando seguimos com fé achamos verdadeiras
Postado por Kyrii em 20/05/2010 19:28