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FBI quer manter registros de sites visitados

Postado por Matheus Gonçalves em 08/02/2010 16:50
Blog: TOAD GEEK

Karmômetro (?)

excelente
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Representante do órgão afirma que apenas os dados de acesso devem ser gravados, não o conteúdo.

Por Matheus Gonçalves

O FBI, polícia federal norte-americana, está pressionando os provedores de internet para gravar os registros de navegação online de seus clientes, além de manter este log por 2 anos, sob a alegação de que esta prática poderia ajudar a agência nas investigações sobre pornografia infantil, terrorismo e outros crimes graves.

Segundo o caderno Politics and Law do jornal CNET, um advogado da instituição disse em uma reunião da força-tarefa federal, na última quinta-feira, que Robert Mueller, diretor do FBI, defende a ideia de que as empresas devam armazenar os dados de origem e destino das informações acessadas por seus clientes.

Em um discurso feito em 2006, Mueller já tinha chamado a atenção para a prática de retenção dos dados por parte dos provedores de Internet, e enfatizou o ponto dois anos mais tarde, quando explicitamente pediu ao Congresso dos EUA que aprovasse uma lei tornando obrigatório tal processo.

Mas não tinha ficado claro, na oportunidade, que o FBI estava realmente pedindo às empresas que começassem a manter registros sobre os sites visitados pelos usuários, prática adotada por poucos ou nenhum provedor, atualmente.

E essa iniciativa já conta com o apoio de outros órgãos: Matt Dunn, um agente de Imigração e Alfândega do Departamento de Segurança, também manifestou apoio à ideia durante a reunião da força-tarefa e um levantamento recente mostrou que pesquisadores de criminalidade cibernética são quase unânimes em apoiar à prática.

Greg Motta, chefe da seção de Provas Digitais do FBI, disse que a organização estava tentando preservar a sua capacidade em conduzir investigações criminais.

Os regulamentos federais, em vigor desde 1986, exigem que as companhias telefônicas “mantenham por um período de 18 meses” registros, incluindo “o nome, endereço e número de telefone de origem da chamada, o número do telefone discado, a data, hora e duração da ligação”.

Todavia, de acordo com a ata da reunião (PDF), Motta ressaltou que o foco não é o conteúdo de e-mails ou mensagens de texto.

A questão, pelo menos para o FBI, tem sido sobre a preservação dos dados transacionais, e não de seu conteúdo. “Endereçamento, roteamento, sinalização da comunicação” – indicou Motta.

A gravação do histórico de visitas aos websites, contudo, pode ferir algumas leis de privacidade. “Nós não estamos preparados para manter as informações de URL, seja em qualquer lugar na rede”, disse Drew Arena, vice-presidente da Verizon e conselheiro-geral adjunto para o cumprimento das leis. “Se fôssemos fazer a inspeção profunda dos pacotes para verificar todas as URLs, iríamos indiscutivelmente violar a lei Wiretap Act”, afirma Arena. O Wiretap Act protege os direitos de privacidade dos usuários de redes de computadores nos Estados Unidos.

Mesmo sabendo que, para acesso às informações armazenadas, será necessária uma autorização judicial, como uma intimação ou mandado de busca, o FBI não deixou claro que tipo de informação irá exigir dos provedores de Internet.

Não se sabe se os logs deverão conter o endereço IP do site visitado ou seu nome de domínio. Por exemplo, o domínio deste site é geek.com.br, mas seu número IP é 189.38.90.53. Além disso, a máquina que contém o site também tem um nome, chamado de hostname. É possível que a agência americana não queira apenas o domínio, mas sim uma lista das URLs completas visitadas pelo suspeito, incluindo .html, .htm ou extensões comuns em páginas da internet. A falta dessas informações impede que os provedores saibam o que, exatamente, precisariam guardar para o FBI.

Um representante do Departamento de Justiça disse que o órgão não tem uma posição oficial sobre retenção de dados.


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Comentários Comment

  1. comentário de andreza

    Karmômetro (?)

    tende a bom

    Uma vez eu li – pena que não me lembro onde, seria o CMI? – uma frase que resumia bem o projeto do senador Eduardo Azeredo, muito parecido com o que esse post diz: “Querem evitar os afogamentos na praia retirando a água do mar”.

    Infelizmente não lembro o nome do autor, mas foi excelente!

    Postado por andreza em 08/02/2010 14:39

  2. comentário de Ricardo da dificuldade finanaceira

    Karmômetro (?)

    tende a ruim

    Nossa! isso sim é Big Brother (1984). Me desculpe, mas isso não é uma democracia. Quando leio essas coisas tenho orgulho de ser brasileiro. Lá eles presumem que todo mundo é safado!

    Postado por Ricardo da dificuldade finanaceira em 08/02/2010 19:55

  3. comentário de jorge cristiano ferreira

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    amigo " @abav Ricardo da dificuldade finanaceira " vc ja alguma vez utilizou o google ? se a sua resposta for sim vc ja está dentro de 1984!

    Postado por jorge cristiano ferreira em 08/02/2010 20:47

  4. comentário de Darkus

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    é tragicômico ver essa face patética dos americanos…
    assim fico feliz em viver na “terra-de-ninguém”

    apesar de parecerem bem ineficientes, nossas leis são excelentes!

    Postado por Darkus em 08/02/2010 21:05

  5. comentário de Fernando

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Viva a democracia norte-americana, e eles ainda querem impô-la ao mundo.

    Postado por Fernando em 09/02/2010 11:31

  6. comentário de Xaxado Xaréu

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    @Ricardo da dificuldade financeira, lá eles presumem que todo mundo é safado. Aqui no Brasil todo mundo é safado mesmo. O que é pior?

    Quanto à restrição das liberdades idividuais, você realmente acha que aqui é mais aberto?

    Postado por Xaxado Xaréu em 09/02/2010 12:46

  7. comentário de Marcos Vinicius A Biguzzi

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    O FBI quer que os provedores de acesso a internet mantenham log de acesso dos seus clientes, o departamento de imigração e os pesquisadores de criminalidade cibernética também. Mais e os clientes em questão? Alguém pediu a opinião deles?

    Outra coisa, se um cliente de um provedor de acesso a internet dos EUA acessar um site de outro país, o que acredito ser bem comum, isso não se tornaria uma questão de direito internacional?

    Postado por Marcos Vinicius A Biguzzi em 01/04/2010 18:11

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