PostO que é uma Distribuição Linux?
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Das Übergeek - ubergeek@geek.com.br
em
05/11/2009 16:10
Blog: ÜberGeek
Karmômetro (?)
tende a bomTire suas dúvidas sobre Linux e suas distribuições.
Redação Geek
Ao falar de um determinado “tipo” de Linux, os termos edição e versão são usados, erradamente, como substitutos para distribuição, uma palavra que embora seja a mais correta não é familiar ao grande público.
O Linux, ou melhor dizendo, o GNU/Linux, é um sistema operacional aberto, o que torna possível a qualquer interessado criar “versões” personalizadas. Há, portanto, diversos “tipos” ou “encarnações” do Linux, cada uma com características e usos diferentes. A cada uma dessas “encarnações” dá-se o nome distribuição.
Quando o usuário instala o Windows ou o Mac OS X, pouca coisa há além do próprio sistema operacional. Alguns utilitários, como calculadora e bloco de notas, e não muito mais que isso. Qualquer outra coisa que o usuário precise deve ser instalada posteriormente e adquirida de outras fontes.
Uma distribuição Linux, pelo contrário, agrega, já no CD de instalação, a maioria dos programas que o usuário possa precisar: suítes de escritório, softwares de engenharia, ferramentas de eletrônica, email, mensagens instantâneas e uma infinidade de outros programas. A distribuição tem esse nome porque, além do núcleo do Linux, são distribuídos diversos programas no mesmo CD.
Por seu ambiente aberto e democrático, qualquer pessoa ou empresa pode criar a sua própria distribuição de Linux, com os programas que melhor lhe convierem. Em verdade, há inúmeras delas no mundo. A variedade de programas incluídos em cada distribuição varia de acordo com o seu público-alvo. Por exemplo, as famosas distribuições Ubuntu (www.ubuntu.com) e Fedora (www.fedora.com) são destinadas ao usuário doméstico, não-técnico, que quer navegar na internet, jogar e escrever textos. Outras distribuições, como a SuSE (www.suse.com) são mais apropriadas para o usuário empresarial. Já a CentOS (centos.org) é mais voltada a servidores e sistemas corporativos, enquanto a Moblin (moblin.org) é preparada especialmente para netbooks.
Há ainda ferramentas baseadas em Linux que desempenham funções bastante específicas. É o caso do CloneZilla (clonezilla.org), uma distribuição especializada em fazer backups de discos rígidos parecida com o Norton Ghost – e funciona também com discos do Windows e do Mac OS X. Outro exemplo é o Back Track (remote-exploit.org/backtrack.html), usado para conduzir testes de penetração e auditoria de segurança.
A palavra versão deve ser usada apenas para identificar a evolução de um determinado software. Normalmente usa-se números para identificar as versões. Assim, sabemos que o Office 2007 é mais novo que o Office 2002, e que o Nero 8 é mais novo que o Nero 5. Da mesma forma, o Ubuntu Linux 9.10 é mais novo que o Ubuntu 8.04.
O site zegeniestudios.net possui uma página em português com mais informações sobre o que é o Linux e suas distribuições. No próprio site há uma página interativa, disponível em tinyurl.com/2e2jjh, que auxilia na escolha da distribuição mais apropriada para determinada pessoa ou aplicação.
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Postado por Das Übergeek - ubergeek@geek.com.br - em 05/11/2009 16:10
Comentários 
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Karmômetro (?)
tende a bomExcelente notícia.
Linux sempre!
[]’s
Postado por Albino em 05/11/2009 16:25
Karmômetro (?)
tende a neutroPara o usuário leigo, o Linux parece mesmo um universo paralelo. Quanto tive meu primeiro contato essa história de diferentes distribuições parecia ser somente pra complicar as coisas. Hoje entendo o valor da existência de diferentes distribuições, especialmente das que são especializadas. Acho, entretanto, que distribuições voltadas ao usuário doméstico demoram muito para evoluir… e atribuo a isso muito da resistência das pessoas ao Linux. Além disso, até hoje, me sinto desconfortável com o fato de cada distribuição usar um sistema de pacotes diferente. Na verdade isso obriga os usuários a entender o conceito de repositórios, o que é uma sistemática de funcionamento que difere muito de outros sistemas operacionais. Outra coisa “chata” é que cada programa se instala em um lugar diferente no disco. E reze pra não ter que desinstalar… porque o sistema de ajuda a estabelecer as dependências dos pacotes na hora de instalar (Synaptic), não ajuda a achar os pacotes “soltos” na desinstalação.
Postado por Zenriq em 05/11/2009 17:29
Karmômetro (?)
tende a neutro@Zenriq , justamente isso que a grande maioria das pessoas, e de empresários que pensam em cenários futuros, reclamam. Mas por interesses econômicos, e “salto alto” de alguns, não chegam a um consenso. Deveriam sim escolher um padrão, mas acredito que mais cedo ou mais tarde esse padrão sairá naturalmente nas distribuições pra usuários comuns (outras não precisariam). Veja o que o Mark Shuttleworth comentou:
http://br-linux.org/linux/mark-shuttleworth-defende-a-padronizacao-dos-formatos-de-empacotamento-de-software
Quanto a desinstalação, as dependências que não tem utilidades dá pra remover pelo apt-get se a pessoa quiser. Muitos nem fazem isso pq tanto faz aqueles arquivos lá. Mas realmente deveria ter pelo menos um botão ou aviso gráfico perguntando se quer remover. Mas o Brainstorm serve pra isso :-P
http://brainstorm.ubuntu.com
Postado por Guilherme Mac em 05/11/2009 21:33
Karmômetro (?)
tende a neutroIncorreto dizer que “cada programa se instala em um lugar diferente do disco”.
Sutil, mas importante. Todos os programas se instalam nos mesmos lugares, mas cada programa fica “espalhado” pelo disco.
Na verdade não espalhado, mas organizado:
— Binários de aplicativos vão em /usr/bin
— binários de sistema vão em /bin
— bibliotecas vão em /usr/lib
— bibliotecas de sistema vão em /lib
— outros arquivos que os programas necessitem como imagens, multimídia, scripts etc. vão em /usr/share
— configurações de sistema vão em /etc
— e configurações individuais vão em ~/.nome_do_programa.
É complicado? Sim, a curto prazo. Mas a longo prazo funciona MUITO melhor do que uma “Arquivos de Programas”. Lembrando que no Linux a prioridade não é ficar fácil pro usuário, mas funcionar direito.
Com o sistema de arquivos organizado assim evita-se duplicatas de bibliotecas, de arquivos compartilhados, os arquivos de configuração ficam separados, etc.
Exemplo? Imaginem que quero fazer backup de toda a configuração dos meus programas, e dos meus arquivos porque quero instalar outro sistema operacional.
No Windows você tem que sair à procura de onde cada programa salvou sua respectiva configuração, que pode ser na pastinha dele “Arquivos de Programas” ou na Application Data. Sem contar que muitos guardam configuração no registro (principalmente os de sistema), e aí é um pesadelo.
No Linux eu simplesmente copio minha pasta /etc, e a minha pasta home, e instalo os programas que eu tinha no antigo usando o repositório, o que pode ser feito de forma totalmente automática e sem usar linha de comando (em derivadas do Debian pelo menos, com o synaptic).
Quase todas as configs. do sistema antigo, desde seus atalhos em menus, atalhos no desktop – incluindo posicionamento – até configurações de rede vão junto só nessas duas pastinhas.
Dá pra mudar isso e deixar mais fácil pro leigo? Mudar não, porquê assim tá bom – mas dá pra abstrair. Por exemplo criar uma pasta virtual “Aplicativos” onde só de arrastar um ícone de lá pra lixeira ele já chama os apt-get da vida e remova o aplicativo. Onde você baixa um arquivo XML que contém o link do repositório e o programa desejado, e de arrastar ele pra dentro de Aplicativos ele já chama os apt-get da vida e instala o baita. Taí um bom projeto de universidade.
Realmente concordo que deveríamos ter um gerenciamento de pacotes comum a todas as distribuições. Mas é importante pro usuário entender o conceito de repositório, no mínimo, e deixar esses detalhes de sistema de arquivos acima pra quem realmente entende do assunto – mudar a cabeça de “baixar um .exe pra instalar um VirtualBox” para “adicionar o repo da Sun e então requisitar o VirtualBox”.
Postado por Fernando Lima em 05/11/2009 23:50
Karmômetro (?)
tende a neutro@fernando lima , cara genial essa sua idéia de pasta virtual!
iria facilitar muito a vida dos noobs, como eu, a existência de um “arquivos de programas”mode =D
Postado por Darkus em 06/11/2009 13:19