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Tentar deter a pirataria pode ser mais caro que ignorá-la

Postado por Das Übergeek em 29/09/2009 18:00
Blog: ÜberGeek

Karmômetro (?)

excelente
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Provedores britânicos alegam que terão mais prejuízo com combate à pirataria do que têm hoje as gravadoras.

Por Jacqueline Lafloufa

Os provedores britânicos estão alegando que terão mais prejuízo com combate à pirataria do que têm hoje as gravadoras. O prejuízo, segundo eles, será de quase o dobro das supostas perdas da indústria fonográfica, caso mecanismos anti-pirataria sejam implementados.

Desde que compartilhar arquivos via internet ficou simples, a indústria do entretenimento trava uma batalha sem fim contra a pirataria. Segundo a BPI, maior conglomerado da indústria fonográfica britânica, houve em 2008 uma perda de 180 milhões de euros, e em 2009 serão 200 milhões. Com base nesses números a BPI reivindica ações do governo, que tem analisado utilizar o modelo Three Strikes Law no combate à pirataria, suspendendo o acesso à internet de quem infringe direitos autorais por três vezes.

Mas agora quem se manifesta – e em posição contrária – são os provedores de internet. Segundo o site Ars Technica, os provedores britânicos são contra as leis anti-pirataria, pois elas acarretarão um prejuízo de 1 milhão de euros por dia, entre perda de clientes e custos de infraestrutura. Dessa forma, terão um prejuízo de cerca de 365 milhões de euros, quase o dobro do que tem hoje a indústria fonográfica britânica.

O site cita um diretor da British Telecom, John Petter, chefe da divisão de serviços ao consumidor doméstico. Petter afirmou, em entrevista ao Mirror.co.uk, que o plano do governo de forçar os provedores de internet a espionar seus clientes está fadado ao fracasso, mas só depois de ter desperdiçado milhões de libras. “Será uma guerra de gato e rato, como a que os atletas travam com o anti-dopping. O dinheiro gasto terá, provavelmente, impacto muito pequeno porque quem compartilha arquivos vai encontrar novas formas de encobrir seus rastros”. Mesmo perdendo a guerra, o custo precisará ser repassado a alguém, e segundo Petter, fatalmente recairá sobre os próprios consumidores.

Além disso, existe a alegação de que os números utilizados para endossar a lei não são confiáveis. De acordo com o site I4U News, o prejuízo da indústria fonográfica é impossível de ser calculado, visto que não existe como saber o que as pessoas iriam adquirir legalmente caso não tivessem acesso a isso de forma ilegal. O raciocínio contrário, de que a pessoa pode baixar músicas a que já têm direito legalmente (por possuir o LP ou CD do artita, por exemplo), também enfraquece a alegação das gravadoras.

Entretanto, conforme frisa o artigo da Ars Technica, quando a indústria cinematográfica somar as suas perdas devido à pirataria com as da indústria fonográfica, ficará mais difícil para os provedores se colocarem em oposição às leis anti-pirataria.

www.geek.com.br


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Comentários Comment

  1. comentário de dimitryushakov

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    oi, gente fina, acabo de ler sobre pirataria,acho que a guerra
    contra pirataria está irremediavelmente perdida,ponto final
    meu combate contra pirataria é barato, simples, direto:
    simplesmente nunca compro NADA PIRATEADO. caso
    outros adotarem a mesma política, já será um começo
    (é matemática pura: se o produto custa na loja US$25,00
    algo está muito suspeito qndo alguém vende o mesmo
    produto por US$4,00; o mesmo acontece tb c/fotografia: se
    os custos são US$100,00 o profissional que cobra METADE, paga do proprio bolso outra metade, ou o produto
    final é péssimo. sou fotógrafo freela. abçop dimitry
    dimitryjimfoto pictures copyright centro de goiania, goias, brasil

    Postado por dimitryushakov em 30/09/2009 00:51

  2. comentário de Lux

    Karmômetro (?)

    excelente

    Ah, mas a pirataria em questão não tem nada a ver com o que nós chamamos de pirataria normalmente por aqui. Eles são mais amplos. A questão não é comprar coisas pirateadas – convenhamos uqe só em um país de gente preguiçosa e/ou ignorante se faz isso em massa. A questão é a distribuição gratuita de música/filmes/etc.
    Eu mesma só compro se gosto, e sem o test drive não me arrisco. “Que música legal!” dois dias depois “Bah, chega.” Definitivamente não compro. Filmes então! Se deu muuuuita vontade de assistir, mas a certeza de se vale um cineminha não é 100%: TPB. Se for mesmo uma bosta, eu não vou. Com a evolução do público graças ao acesso à tecnologia e à iformação fácil, o mesmo se faz mais crítico, mais exigente. Eu é que não vou pagar pra ir no cinema ver aquela bosta que foi Dragon Ball (por exemplo). Agora, fui ver Star Trek 3 vezes.
    As pessoas não deixam mesmo de comprar o que elas comprariam normalmente, elas só passam a ser mais exigentes. Quem sabe até comprem um pouco menos pq passam a não pegar aquilo que já sabem que é porcaria, mas isso é apenas justo. Ninguém devolve o dinheiro das entradas do cinema quando o filme desaponta. E, eu ainda acho mais cômodo alugar um filme a ficar de bobeira baixando (e pegando screeners e tal).
    Não sei, né. É a minha opinião.

    Postado por Lux em 30/09/2009 07:39

  3. comentário de Fiote

    Karmômetro (?)

    excelente

    meu combate contra pirataria é barato, simples, direto:
    simplesmente nunca compro NADA PIRATEADO.

    Mas continua baixando música, torrents, aplicativos crackeados…

    BOA CAMPEÃO

    Postado por Fiote em 30/09/2009 08:05

  4. comentário de Lui Gee

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    dimitryushakov: plante uma árvore também!

    Agora vejamos: Sou dj, diariamente estou em contato com sites de vendas de mp3 (leia-se beatport, trackdown, etc…), ou seja, acesso, escuto, escuto, escuto e quando acho algo que me interessa, saio a caça da track free, google e 4shares da vida. Ai me ocorre 3 situações:

    1º acho a track desejada com qualidade, baixo e sou feliz!
    2º acho a track desejada em péssimas condições, volto ao site onde escutei, compro por 3 euros e sou feliz!
    3º não localizo a track, compro no site e sou feliz!

    Traduzindo: Primeira atitude é a “soliedaridade” de quem comprou e disponibilizou, segunda é comprar e disponibilizar, o que não acho errado, pois o futuro de artistas como nós djs, musicos, atores… está fadado a ser reservado apenas ao lucro de apresentações e não mais de copyright.

    Desde o lançamento da midia digital, a midia “física” perdeu completamente o espaço, pois veja a praticidade de se baixar uma musica, colocar em seu tocador (mp3, mp4, …, mp40) e sair ouvindo, ou ainda quando enjoar, ou quiser algo novo, apenas deletar e substituir. Ai tem o sético, compra uma midia de 25 reais, com 15 músicas gravadas, levando em conta que isto vai virar lixo não deteriorável posteriormente, e limitando-se a tais sons pré dispostos, ainda mais quando vc leva em consideração que a cada cd com 15 músicas, no máximo vc tira 3 de qualidade.

    Eu estou totalmente migrado para mídia digital, e completamente à favor do “compartilhamento livre” de mp3 e afins, pois alem de ser um merchandising gratis do meu trabalho, e de todos os artistas, alem de nos livrar de gravadoras e selos que monopolizam o mercado, ditando regras e nos intupindo com lixo sonoro!

    Atualmente trabalho apenas com notebook e controladoras, eliminando “setups e perifericos” ganhando tempo, automação, praticidade, e ainda ajudando o meio ambiente, pois deixo de descartar em media 150 a 200 midias gravas mensalmente.

    Postado por Lui Gee em 30/09/2009 09:17

  5. comentário de Daniel

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Concordo com o Lui Gee.
    Enquanto as gravadoras não acordarem pra vida vão continuar sendo pirateadas e passadas pra trás. A coisa mais esperta ao meu ver é o que faz a banda brasileira Teatro Mágico(http://www.oteatromagico.mus.br/) que se aproveita da facilidade de distribuição da mídia digital para a sua promoção. Além de incentivarem os fãs a gravarem seus shows e disponibilizarem em youtube e afins, suas músicas estão para download no próprio site. E o cd? Bem, o cd é vendido muito barato, o que faz com que os fãs comprem. E acredito eu que a grande fonte de renda da banda seja os shows, que cá pra nós, é onde os músicos ganham dinheiro.

    Postado por Daniel em 30/09/2009 12:31

  6. comentário de mr hacker

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Esse povo aqui é muito hipócrita, fala serio, quem nunca fez um download ilegal ? seja ele de musica, video, jogo ou qualquer outra coisa do seu interesse ? que atire a primeira pedra, agora fico ouvindo o pessoal vir com esse historia de se quer acabar com a pirataria é so comprar original, ai eu te pergunto é justo pagar por um jogo de x360 o valor de 300 reais ? comprar um dvd com um filme por 30, 40 ou ate 50 reais ? fala serio, se eles querem realmente acabar com a pirataria vão ter mesmo que baixar o preço, ou seja baixar o lucro que com certeza é mais de 100% em alguns casos, mas isso é inconcebível para eles da industria, então nao me venham falar em nao baixar nada de graça ou comprar falsificado, e outra a pirataria nunca vai acabar ja foi dada a largada agora nao tem mais volta e viva soulseek, emule, piratebay entre tantos que existem e outros que ainda seram criados.

    Postado por mr hacker em 30/09/2009 13:01

  7. comentário de Das Übergeek

    Karmômetro (?)

    excelente

    O Ubergeek diz: Pagar por pirataria é crime. Compartilhar é amor.

    Postado por Das Übergeek em 30/09/2009 13:47

  8. comentário de Gustavo Feijó

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Todo o aparato que a indústria utiliza para coibir a pirataria só serve para encarecer o produto final, o que acaba gerando mais pirataria….

    Se as gravadoras pararem de investir em restrições contra a pirataria e investirem em tecnologia para baratear a produção, tenho certeza de que a pirataria acabaria por terminar.

    Postado por Gustavo Feijó em 30/09/2009 14:49

  9. comentário de Matheus Gonçalves

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    No caso de músicos, eles ainda ganham nos espetáculos e neste caso, realmente, ganhar com o copyright passa a ser bem complicado. Também acho que é nos shows onde eles realmente ganham alguma coisa e não na venda de CDs. Tá mais que provado que a maior parte do valor ganho com a venda de discos é das gravadoras.

    Agora, como fazer quanto a jogos digitais, como os do xbox360, onde o original é vendido a R$300 e os piratas são vendidos a R$15… R$20 ??

    Nos EUA e na europa o valor cobrado é até plausível para os padrões de vida de lá. US$ 35,00 ?? EU$ 30,00??

    E se aqui no Brasil o valor fosse, de alguma forma, R$ 40,00? Eu compraria original, sem pensar. Acho que muitos o fariam.

    Uma medida pra diminuir a pirataria EM MUITO seria baixar o preço dos produtos originais. Diminuir mesmo a margem de lucro. Eles preferem ganhar pouco ou não ganhar nada?

    E, agora fazendo o papel do advogado do diabo: É interessante pras produtoras de games desenvolver jogos fantásticos, tendo lucros menores? Qual a taxa atual de lucro?

    É um assunto bem polêmico, de fato.

    Postado por Matheus Gonçalves em 30/09/2009 15:30

  10. comentário de Ricardo teixeira

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Eu so baixo musica pirateada…nem com camelo eu quero gastar.

    Postado por Ricardo teixeira em 30/09/2009 18:57

  11. comentário de vando

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    NÃO COMPRO MERCADORIA PIRATACOMPRO MERCADORIA PARALELA
    E DOWNLOAD NÃO É PIRATARIA E SIM COMPARTILHAMENTO DA CULTURA

    Postado por vando em 30/09/2009 18:57

  12. comentário de munRÁ

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Acorda gente!! o problema não é a pirataria, é o dinheiro!! o problema é pagar!! ACORDEMMM!!!! PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?
    PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?
    PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?
    PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?PAGAR PRA Q?

    o dinheiro está errado se liguem, não se deixem enganar pelo sistema onde o dinheiro é o verdadeiro deus! pensem bem nisso!!

    MORTE AO DINHEIRO!!
    VIVA A LIBERDADE!!

    Postado por munRÁ em 02/10/2009 12:53

  13. comentário de Lux

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    @matheus só um detalhe: na Europa os lançamentos custam entre 50 e 70 Euros.

    Postado por Lux em 04/10/2009 13:50

  14. comentário de Matheus Gonçalves

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Lux, valeu pela info, cara. Eu realmente só pensei nos valores de jogos dos EUA: GTA IV a US$ 28,95 !! Menos de US$30 pelo GTA, entende?

    Postado por Matheus Gonçalves em 04/10/2009 14:41

  15. comentário de bigbengazz

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Eu penso que admitir e levantar a bandeira branca na luta contra o compartilhamento de arquivos pela internet seria mais sensato e contemporãneo do que querer ou ousar pensar que pode detê-lo. Em todos os tempos, tudo que vem revolucionar em favor da modernidade e em detrimento daqueles mais conservadores, acabam por forçar a mudar a tendência da forma de empreendimento nas áreas culturais. Eu pessoalmente, sem o mínimo remorso, baixo da internet tudo que é oferecido de graça, e os segmentos que ganhavam milhares de dólares com maior facilidade terão que modificar suas formas de divulgar suas produções fono e cinematográficas. Hoje todo cantor sabe que ficar na rede da fazenda balançando e vendo sua conta bancária engordando somente com o clone de suas músicas o põe a falência em pouco tempo, por mais talentoso que seja. Tem que por o pé na estrada, e para isso contratar profissionais de várias áreas técnicas e instrumentais, vão passar por cidades onde vão direta e indiretamente gerar rendas, vão fomentar a indústria da comunicação. Portanto, eu penso que, isto sim, é distribuição de renda. Eu penso que o fim do egoísmo e da concentração de renda é o caminho para que todos tenham uma qualidade de vida digna. Um preso por vender cds clonados da muito mais prejuízo ao governo do que ele nas ruas vendendo para sustentar-se e sustentar sua prole. O governo também é conivente quando não oferece opções de renda para seus cidadãos, e nem sustenta os filhos ou dependentes daqueles que porventura vão presos por estarem vendendo Cds clonados. Não acho que a palavra PIRATA cabe nesta situação. Todos os anos o dinheiro de nossos impostos são corroídos pela corrupção, e não dizem ROUBO, mas DESVIO.

    Postado por bigbengazz em 07/04/2010 18:13

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