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Apple abre código-fonte do coração do Snow Leopard

Postado por Das Übergeek em 17/09/2009 11:40
Blog: ÜberGeek

Karmômetro (?)

polêmico
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Barreiras técnicas e legais, no entanto, podem tornar muito difícil sua adoção pelo Linux e outras plataformas

Por Marco Andrei Kishalowsky

A Apple abriu o código-fonte de uma partes mais importantes do Mac OS X, o Grand Central Dispatch (GCD). A biblioteca libdispatch, componente do GCD, agora está disponível para download sob a licença Apache Software.

O GCD é o subsistema responsável por distribuir e otimizar a execução dos programas pelos processadores e múltiplos núcleos que formam o “cérebro” do Mac. A ideia por trás do Grand Central é evitar que os desenvolvedores percam tempo reescrevendo seus aplicativos para trabalhar com multiprocessadores rodando em paralelo. (Saiba mais sobre as tecnologias do Snow Leopard na matéria X da equação, da revista Mac+.)

Apesar desta abertura tornar possível a adoção do código da Apple por outras plataformas (como o Linux, por exemplo), o trabalho não é tão fácil e envolve barreiras técnicas e legais, como informou o Ars Technica.

Pelo lado técnico, o GCD emprega um tipo de estrutura própria da Apple chamada “bloco”, que ainda não foi adotada pelo grupo que administra o compilador GCC, o que significa que não poderia ser utilizado no Linux imediatamente. Pelo lado legal, a biblioteca libdispatch é distribuída sob licença Apache, a qual não é compatível com a licença GPL 2. A incompatibilidade é resolvida na versão 3 da GPL, mas a maioria das aplicações do Linux ainda utiliza a versão anterior.

Uma Licença de Uso de Software é um termo entre as partes (desenvolvedor e usuário) que regula como o software pode ou não ser usado e distribuído. A Microsoft, por exemplo, usa um tipo de licença proprietária chamada de EULA (End User License Agreement), que protege sua propriedade intelectual, impedindo que o usuário saiba como o software funciona “por dentro”, e tenta impedir a pirataria criminalizando a distribuição do produto a terceiros.

Já as chamadas licenças livres outorgam ao usuário o direito não só de conhecer as entranhas do software como também de modificar seu funcionamento. Uma licença livre permite também que o usuário repasse a terceiros uma cópia do software sem que isso seja considerado pirataria.

No caso do Grand Central Dispatch, a abertura de seu código-fonte foi bem recebida pela comunidade de Software Livre, e poderemos em breve ver frutos disso em outros sistemas operacionais como o Linux e o FreeBSD. Vale lembrar que, assim como esses últimos, o Mac OS X também é um sistema operacional baseado em Unix.

www.geek.com.br


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Comentários Comment

  1. comentário de Dalton Scavassa

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    Equívoco comum em traduções: “license” em português é licença, não “licensa”.
    Errou até no inglês: é “license”, não “licence”.
    Favor corrigir. Ambos estão no quinto parágrafo.

    Não é porque a Apple abre o código-fonte de parte de seu sistema operacional que os outros vão querer necessariamente adotar esse artefato imediata e indiscriminadamente. Pois foi esta a impressão que o texto passou, dedicando à possibilidade pelo menos quatro de seus sete parágrafos. Claro que isto pode e deve ocorrer em médio prazo, mas não precisa exagerar. Cada projeto tem suas peculiaridades.

    Faltou dizer se o kernel precisa de modificações para suportar esse recurso. Não é apenas a questão da extensão da linguagem C utilizada pela Apple que impede que as aplicações utilizem o recurso. Consta que apenas a biblioteca para desenvolvimento de aplicações foi liberada, não a parte referente ao kernel. Se esta for necessária, então por enquanto facilita apenas aos desenvolvedores de aplicações (cuja licença seja compatível) para que possam fazer uso desse mecanismo no sistema operacional do Macintosh e não nos outros, já que isto nada adianta se o kernel em execução não adotar o recurso.

    Curiosidade legal (sentido jurídico): além de diversos aplicativos utilizarem licenças bem diferentes, o próprio Linux Kernel é distribuído apenas sob a versão 2 da GNU General Public License e Linus Torvalds, o principal gerente do projeto, já se pronunciou desde que a GPLv3 foi lançada dizendo que não pretende atualizar esta característica tão cedo. Cf. http://stoa.usp.br/gnusp/weblog/13455.html

    Postado por Dalton Scavassa em 16/09/2009 17:39

  2. comentário de Das Übergeek

    Karmômetro (?)

    tende a bom

    Obrigado Dalton. O erro não foi do Marco Andrei, foi do editor aqui.

    Postado por Das Übergeek em 17/09/2009 11:41

  3. comentário de Gil Novais

    Karmômetro (?)

    tende a neutro

    As duas formas de estão corretas. Uma, de uso por influência Britânica (licence) e outra de uso por influência Americana (license)

    Postado por Gil Novais em 17/09/2009 13:59

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