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Novas câmeras Panasonic rejeitam baterias "alternativas"
Postado por
Das Übergeek
em
25/06/2009 18:20
Blog: ÜberGeek
Karmômetro (?)
tende a neutroRestrição entra em vigor com atualização de software,
Por Antonio Blanc
A Panasonic lançou uma atualização de firmware para 16 de seus modelos de câmeras digitais que adiciona aos aparelhos um recurso controverso: após a atualização, eles passam a rejeitar baterias não-originais da marca.
Segundo a empresa, a detecção da procedência da bateria foi implementada para proteger os consumidores dos riscos potenciais de uma bateria não-licenciada ou falsificada: produzidas com materiais de baixa qualidade e em processo menos rigoroso, elas são sujeitas a vazar (o que danifica o equipamento), superaquecer ou, em casos extremos, até mesmo explodir, o que pode causar incêndios e ferimentos sérios em quem estiver por perto.
Mas os defensores dos direitos do consumidor reclamam, alegando que o recurso limita a liberdade de escolha do usuário, que fica “preso” apenas aos acessórios originais do fabricante ao preço que ele quiser cobrar, o que também é verdade. A discussão toda lembra a questão dos cartuchos originais vs. remanufaturados no mercado de impressoras: cartuchos remanufaturados são muito mais baratos, mas podem causar queda na qualidade de impressão. Entretanto, um cartucho defeituoso não vai colocar a vida do usuário em risco.
A atualização afeta câmeras que usam baterias DMW-BCF10, DMW-BCG10 e DMW-BLB13. Por enquanto os usuários tem escolha: se desejarem manter a capacidade de usar baterias alternativas, basta não atualizar o firmware. Mas é de se esperar que modelos mais recentes já venham “travados” de fábrica. Quem está à procura de uma nova câmera, não importa a marca, pode tomar uma medida simples para ficar longe desta discussão: basta escolher um modelo que use pilhas AA recarregáveis.
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Karmômetro (?)
tende a neutroA = valor (de vendas) que perderiam ao realizar tal mudança na camera (afinal, pessoas deixam de comprar por causa disso).
B = valor pago em indenizações para pessoas que foram feridas por explosões-de-cameras que possívelmente foram causadas pelas pilhas fajutas.
O povo da panasonic comparou e viu que B era maior do que A, então valia a pena fazer isso =)
Postado por Fiote em 26/06/2009 08:34
Karmômetro (?)
tende a neutroE também não é só a questão do prejuízo.
Quando um produto seu explode, mesmo por culpa de “terceiros”, as vendas caem muito mais pela propagação da mal notícia, do que uma simples travada no uso de recursos alternativos. (Apple → iPhone/iPod Touch → Apps ….Eles não querem que algum aplicativo “exploda”…Bloqueio é melhor que explosão.)
PS.: Explosão em qualquer sentido, seja física ou infecção massiva por malwares…Bem, vocês entenderam…
Postado por Rodrigo D.dA. em 26/06/2009 08:48
Karmômetro (?)
tende a neutroO argumento é plausível dos dois lados e poderia ser conciliado. A câmera poderia somente avisar que a bateria não é original Panasonic, avisa sobre todos os riscos e perda de garantia etc. Mas sem travar o funcionamento da mesma.
Postado por Flávio Gomes Coutinho em 26/06/2009 08:48
Karmômetro (?)
tende a neutroO que praticamente anula o caso de (possível) proteção ao cliente, graças ao “Fator Ignorância” que atinge muita gente. Por incrível que pareça, existem pessoas que ainda só levam em consideração esses avisos quando envolve proibição total ou punição, ou seja, “chance de explodir? hmm…parece irrelevante.” → “Travado pra baterias alternativas? ok. A original me parecia mais confiável mesmo…”
Se não for especificada uma linha restrita, eles continuam ultrapassando. Razão e lógica não é o forte de uma galera por aí. Considero o argumento do Flávio como opção padrão, que não é intrusiva/obstrusiva e não causa problemas de processos anti-truste e afins. Porém ainda vão existir baterias terroristas ainda com os avisos.
Postado por Rodrigo D.dA. em 26/06/2009 09:16