Post"Piratas" são os melhores clientes da indústria musical
Postado por
Das Übergeek - ubergeek@geek.com.br
em
06/11/2009 18:18
Blog: ÜberGeek
Karmômetro (?)
tende a neutroPesquisa mostra que usuários peer-to-peer (P2P) que “pirateiam” músicas também são seus melhores consumidores
Por Nátaly Dauer
Pessoas que fazem o download ilegal de músicas na internet são também as que mais gastam com a indústria musical, de acordo com nova pesquisa realizada pela empresa inglesa Ipsos MediaCT e custeada pela Demos. O estudo descobriu que aqueles que admitem baixar canções ilegalmente gastam, em média, £77 (aproximadamente R$220) por ano com música, contra £44 (R$ 126) gastos por aqueles que afirmam nunca ter baixado músicas dessa maneira.
Para a realização do estudo, foram chamados 1.008 internautas do Reino Unido, com idades entre 16 e 50 anos. Um terço dos entrevistados admitiu utilizar fontes não oficiais para encontrar músicas, sendo que apenas 10% realmente realizava o download.
O site Ars Technica apresenta um gráfico (em tinyurl.com/yd272ha) onde é possível ver o impacto da utilização de fontes musicais não oficiais.
Os dados da pesquisa vão contra a nova proposta do governo britânico, idealizada pela Secretário de Estado para Negócios, Peter Mandelson, que objetiva bloquear, por um mês, a conexão de usuários que promovam o download ilegal de arquivos mais de duas vezes. Tal medida poderia prejudicar os maiores consumidores da indústria musical.
Por outro lado, este estudo também sugere que o plano pode ser eficaz contra a pirataria, já que 61% dos entrevistados que admitiram o download evitariam a prática pra não serem banidos da rede.
No Reino Unido, estima-se que 7 milhões de usuários baixem músicas ilegalmente a cada ano. A Indústria Fonográfica Britânica (BPI) calcula que a violação dos direitos autorais causou um prejuízo de 200 milhões de libras este ano.
O site Tech Radar conta que Mark Mulligan, da empresa de pesquisas Forrester Research, afirma que as pessoas que partilham arquivos de música são as mais interessadas na arte, e que elas usam os sites de compartilhamento e P2P como ferramenta para descobrir novas opções de sons.
As opiniões dos artistas são variadas. Alguns, como Lily Allen e James Blunt, condenam veementemente o download ilegal de canções. Outros aprovam, como faz a popstar Shakira, ao afirmar que a prática a aproxima de seus fãs.
De qualquer maneira, a indústria ainda propõe medidas para minimizar os danos. Este ano, as gravadoras Virgin e Universal Music planejam lançar o primeiro serviço de música que permitirá aos inscritos fazer o download e armazenar faixas ilimitadas de seus catálogos, cobrando apenas uma taxa de, aproximadamente 40 reais, informa o site inglês Independent
www.geek.com.br
Postado por Das Übergeek - ubergeek@geek.com.br - em 06/11/2009 18:18
Comentários 
Postar um novo comentário
voltar ao início

Karmômetro (?)
tende a neutroSe me perguntar, eu sempre achei que isso fosse a mais pura verdade, os piores pirateadores geralmente são os que descobriram os prazeres de se baixar filmes e mp3s mais recentemente, que pensam ter encontrado uma “alternativa definitiva” a compra de produtos. Já os “downloaders” de mais longa data são os que finalmente acabam desembolsando mais com produtos, seja online ou em lojas.
Eu ao menos posso me considerar assim, muito dificilmente compro um disco ou software se nunca ter digitado o nome dele num programa de torrent antes.
E mais dificilmente ainda, crio gosto de algo que “baixei” e não o compre posteriormente.
Postado por Paulo Munir em 06/11/2009 23:21
Karmômetro (?)
tende a neutroEssa discussão é interessante e longo. Sabemos quais direitos e quais interesses estão em jogo, e que tipo de cultura está se formando com as tecnologias existentes.
A questão é: aqueles que baixam música ilegalmente acabam comprando mais ao longo do tempo, ou não?
Não vi nenhuma pesquisa concluir esse tipo de coisa, de forma imparcial.
Postado por gardenal em 07/11/2009 11:20
Karmômetro (?)
tende a neutro“O site Tech Radar conta que Mark Mulligan, da empresa de pesquisas Forrester Research, afirma que as pessoas que partilham arquivos de música são as mais interessadas na arte, e que elas usam os sites de compartilhamento e P2P como ferramenta para descobrir novas opções de sons.”…
Eu faço parte desse grupo de pessoas…eu sou fanático por música japonesa, e só conheci esse mundo graças à internet…e não fico só baixando MP3 não…eu compro CDs e DVDs originais dos meus cantores preferidos, justamente porque sou fã.
Postado por Musashi em 09/11/2009 11:16