PostRobôs podem aprender a se locomover sozinhos após implante de tecido humano
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Das Übergeek - ubergeek@geek.com.br
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25/10/2009 09:45
Blog: ÜberGeek
Karmômetro (?)
tende a bomSistema mistura um cérebro biológico com componentes eletrônicos.
Por Matheus Gonçalves
Projeto realizado no Reino Unido defende a ideia de que parte da estrutura molecular humana pode dar a robôs a capacidade de tomada de decisão. Nos testes realizados em laboratório, neurônios de rato foram inseridos em um autômato que passou a se movimentar de forma a desviar de obstáculos – habilidade que não foi programada mas aprendida pelo mini-cérebro. A próxima etapa envolve o uso tecido humano.
De acordo com um artigo publicado pela h+ Magazine, o professor Kevin Warwick e sua equipe no Departamento de Cibernética da University of Reading estão tentando desenvolver uma maneira de fundir estruturas moleculares humanas com computadores ou robôs.
Em entrevista à Geek, Warwick disse que seu projeto é uma sequência de antigos estudos de inteligência artificial, onde, em teoria, poderia-se criar uma estrutura de rede neural com tecido humano.
Um projeto como esses pode gerar um certo temor de uma “rebelião das máquinas” no público em geral, nos moldes dos filmes Matrix e Exterminador do Futuro. Questionado sobre essa possibilidade, o professor mostrou-se cauteloso: “precisamos aprender sobre todas as possibilidades para se certificar de que nada de errado aconteça. Se esta pesquisa é feita abertamente e é relatada de forma sensata na mídia de um modo geral, como esta está sendo, então nada de errado deve acontecer. Me preocupo diariamente em garantir que não haja nenhum tipo de estudo em curso que o mundo não conheça”.
Warwick (que tem um dispositivo implantado no braço esquerdo que permite que seu sistema nervoso seja conectado a um computador) e seu colega, o professor Ben Whalley, criaram recentemente um robô que recebeu cerca de 300 mil neurônios de rato, cultivados em laboratório.
Os picos de atividade elétrica dos neurônios foram então conectados à saídas de sensores de distância do robô, que se mostrou capaz de se locomover sem encostar nas paredes, demonstrando que o organismo deu ao robô uma significante capacidade de tomada de decisões. O “senso direcional” do robô foi aprendido pelo pequeno cérebro e não previamente programado por software.
“Esta nova pesquisa é tremendamente excitante primeiramente pelo fato de o cérebro biológico controlar seu próprio corpo robótico móvel. Além disso, ela irá nos permitir investigar como o cérebro aprende e memoriza suas experiências. Esta pesquisa representa um avanço de nossa compreensão sobre como os cérebros funcionam, e poderia ter um efeito profundo em muitas áreas da ciência e da medicina.” – disse Warwick.
Segundo um comunicado de imprensa divulgado no site da universidade, o cérebro biológico do robô é composto por neurônios que são colocados em uma matriz com 60 eletrodos encerrados em uma cápsula. Os eletrodos recebem os sinais elétricos gerados pelas células, que são então utilizados para direcionar o movimento do robô.
Cada vez que o robô se aproxima de um objeto, sensores enviam sinais para estimular o cérebro. Em resposta, a saída do cérebro é usada para acionar as rodas do robô, esquerda e direita, de modo que ele se mova evitando atingir objetos. O robô não tem nenhum controle adicional de um humano ou um computador, o seu único meio de decisão é a partir do seu próprio cérebro.
Essa resultado é um passo importante para descobrir como as memórias criam estruturas neurais no cérebro, e como determinadas informações são armazenadas, além de um melhor entendimento quanto à doenças e distúrbios como Alzheimer, Parkinson, derrame e lesão cerebral. O estudo dessas doenças, e não a criação de um robô humanizado, é a principal motivação de Warwik e equipe.
“Para qualquer ser humano, uma ação pode ser repetida até sentir-se que tal atitude está se tornando automática – bem, de fato, as conexões em seu cérebro estão reforçando de forma eficaz o processo de repetição em busca do movimento automático – com o cérebro de rato do robô realmente podemos olhar para estas ligações de reforço dia-a-dia sob o microscópio. É fascinante”, completou Warwick.
Um vídeo com uma demonstração do ciborgue pode ser visto em bit.ly/BrainBot.
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Postado por Das Übergeek - ubergeek@geek.com.br - em 25/10/2009 09:45
Comentários 
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Karmômetro (?)
tende a neutroCada vez que o robô se aproxima de um objeto, sensores enviam sinais para estimular o cérebro. Em resposta, a saída do cérebro é usada para acionar as rodas do robô, esquerda e direita, de modo que ele se mova evitando atingir objetos. O robô não tem nenhum controle adicional de um humano ou um computador, o seu único meio de decisão é a partir do seu próprio cérebro. isso é otimo amigos …
Postado por Dinho marques... Publicitario em 25/10/2009 11:10
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tende a neutroCaro Dinho Marques, esse é um assunto espinhoso. Gostaríamos de ouvir sua opinião.
Postado por Das Übergeek - ubergeek@geek.com.br em 25/10/2009 14:59
Karmômetro (?)
tende a neutroEu sinceramente fico bem receoso quanto a esse assunto. É legal saber que os pesquisadores tem a preocupação de tentar fazer controle das possibilidades, mas quando se lida com um cérebro biológico, como controlar as possibilidades?
Postado por Matheus Gonçalves em 25/10/2009 18:46
Karmômetro (?)
tende a neutroE também, se for assim o cérebro certamente será capaz de desenvolver o que é necessário para seu funcionamento assim como neuronios, parece ficticio, mas, como realmente garantir que os robôs não terão “vontade própria” que não nos agradem? Do mesmo jeito que pessoas nascem e ficam boas, outras ficam ruins, penso que robôs seriam do mesmo jeito, e mais resistentes.. o que me dizem?
Postado por Lucas Eduardo em 25/10/2009 21:43
Karmômetro (?)
tende a neutroEu acho isso fantástico, não vejo como um robô, mesmo com ‘cérebro’ deste seja capaz de tomar decisões as quais ele não foi programado. Este robô foi programado para andar e reconhecer obstáculos, o que o mini-cérebro fez foi desviar do obstáculo. Eu vejo isso como uma possibilidade de cura para diversos ‘problemas’, não só Alzheimer, Parkinson, derrame e lesão cerebral como citado, vejo também nisso uma possibilidade de alguém ter uma perna biônica implantada no lugar de uma perna perdida em um acidente, e até mesmo outras partes do corpo que sejam recriadas mecânicamente funcionarem perfeitamente. O entendimento de como o nosso cérebro interpreta e responde a impulsos eletrônicos de um robô realmente vai trazer muitos benefícios para nós.
Postado por Marcelo em 26/10/2009 09:17
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tende a neutroIsso está se parecendo com a história do filme 9 – A Salvação.
Eu hein…
Postado por Odigooogle em 26/10/2009 09:51
Karmômetro (?)
tende a neutroInfelizmente a natureza humana não é da mais confiáveis. Santos Dumont inventou o Demoiselle com o intuito de promover locomoção individual barata e rápida. E vejam os caças e bombardeiros…
Postado por Secchin em 26/10/2009 10:02
Karmômetro (?)
tende a neutroonde estão as 3 leis? qq organismo robótico por menor q seja devem possui-las…
Postado por Felipe Diego em 26/10/2009 10:49
Karmômetro (?)
tende a neutroAs Três Leis da Robótica
1- Nenhum robô pode ferir um ser humano, nem permitir que sofra, por inação, qualquer dano.
2- Um robô tem que obedecer às ordens que lhe forem dadas pelo ser humano, a menos que contradigam a primeira lei.
3- A obrigação de cada robô é preservar a própria existência, desde que não entre em conflito com a primeira ou a segunda lei.
Postado por Matheus Gonçalves em 26/10/2009 11:04
Karmômetro (?)
tende a neutroTudo o que o homem faz pode ser usado para o bem E para o mal…Sinceramente, não sei se é errado fazer esse tipo de pesquisa…mas tenho certeza que o futuro está caminhando para algo parecido com Ghost in the Shell.
Postado por Musashi em 26/10/2009 11:21
Karmômetro (?)
tende a neutroEnquanto usarem neurônios de um rato, estamos a salvo. Creio eu que o robô só vai conseguir fazer o que um rato consegue fazer. Nada de rebeliões por enquanto… acho.
No momento que inserirem neurônios humanos ou parecidos… aí temos um problema.
E vale lembrar que as 3 leis são citações de um conto de ficção…
Postado por Fiote em 26/10/2009 12:05
Karmômetro (?)
tende a neutroLeis reais serão inevitáveis ao passo do desenvolvimento desse tipo de tecnologia e ciência. Contudo leis aos olhos dos homens (não generalizando, é claro) são para serem burladas ou utilizadas em favor próprio e ainda, são elaboradas pelos próprios homens, portanto falhas.
Quanto a inserir células humanas é o passo final para esta etapa, qualquer desenvolvimento seguem esses passos básicos: cobaias (roedores em gerla), macacos e por fim, humanos.
Desenvolver esse tipo de tecnologia é dar vontade própria a uma máquina. Isto comprova-se pela capacidade de aprender sozinho a desviar de objetos com míseros 300 neurônios de ratos criados em laboratório (entendam algo maior, como aprender a controlar um corpo estranho (cibernético) sem nenhuma instrução). Dando esta capacidade a um robô cujo o aperto de mão ultrapassa 200 Kgf/cm² (já existente), imaginem as consequencias.
Quem garantirá que “isso” respeitará alguma lei por melhor que seja, com todo o poder e capacidade que lhe foi atribuída? O que não levam em conta é que utilizamos no máximo 10% de nossa capacidade cerebral (Em pessoas como Einstein), se implantarmos em algo que consiga utilizar 100%, os resultados são inimagináveis até para os criadores. O rumo que isso tomará não agrada e temo por todos. Só esperava que este passo demorasse mais a ocorrer.
Postado por Luis Alberto Secchin em 26/10/2009 12:47
Karmômetro (?)
tende a neutroConcordo com o Fiote.
Será que ao utilizar tecidos humanos (assim como neurônios) os robores não passem a “sentir” coisas, ou algo próximo?
Nosso organismo é muito mais complexo, pois somos capazes de tomar decisões baseadas em sentimentos, não em reflexos naturais ou instintos.
Postado por elfu em 26/10/2009 14:02
Karmômetro (?)
tende a neutroHá no nosso planeta bilhões de cérebros bem mais desenvolvidos e instalados em ‘dispositivos’ utilizados para realizar tarefas como a que esse robot realiza como, por exemplo, dirigindo táxis e ônibus em nossas cidades. Ainda assim, frequentemente não conseguem desviar de obstáculos fixos ou outros dispositivos móveis semelhantes. Nada como um laboratório para esquecermos um pouco dessa realidade complexa …
Postado por asterio em 26/10/2009 15:13
Karmômetro (?)
tende a neutroAsterio, você quiz dizer q um rato dirige melhor q um taxicista??? Bom se compararmos com os daki de BH, realmente .. o rato é bem melhor q a maioria mesmo ..hehehehehe..
Mas falando sério, não creio que utilizando-se neurônios humanos uma máquina vá conseguir fazer mais do que aquilo para qual foi construida. Um robô construído para locomover não vai explodir um choque para ‘defender’ sua existência quando alguém tentar desmontá-lo. Mas como Secchin disse, o problema não está nas máquinas e sim em nós, criadores das máquinas e o exemplo de Santos Dummond é perfeito.
Postado por Marcelo em 26/10/2009 15:34
Karmômetro (?)
tende a neutroA questão é: para onde vai o robot-cérebro-de-rato ? Essa capacidade de desviar de obstáculos o torna um forte pré-candidato à sucessão presidencial de 2010.
Postado por asterio em 26/10/2009 16:07
Karmômetro (?)
tende a neutroO que quero dizer com todo esse discurso é que já usamos nossos impulsos cerebrais para controlar membros cibernéticos inicialmente construídos para auxiliar deficientes (próteses de braços e pernas com capacidade de força muito superior à nossa). Isto utilizando uma tecnologia básica: eletrodos usados em exames de eletroencefalograma ligados a um robô através de um codificador de impulsos. Neste caso os impulsos são controlados expressamente por um humano. Imagine todo este processo sem o controle direto deste humano em um robô que tenha toda capacidade de locomoção e ainda, com a capacidade de aprendizado independente.
Postado por Luis Alberto Secchin em 26/10/2009 19:09
Karmômetro (?)
tende a neutroÉ a evolução da espécie…
Alguns esquecem disso… Ou parou por aqui a tal evolução das espécies?
Agora, quanto a rebeliões e etc, é o preço que se tem de pagar pela evolução… Não adianta tanto receio, acho até que já existam projetos “obscuros” por aí, fora do conhecimento da comunidade científica.
Última fronteira será essa mesmo, o conhecimento das funcionalidades do cérebro em todas as suas particularidades… Irá trazer muitos benefícios, e com eles algo a se pagar por essa evolução.
Postado por OVERBITS em 26/10/2009 19:37
Karmômetro (?)
tende a neutroEvolução da especie??
Nossa que pérola!!
Ahuahuahauaha
Postado por Syg em 26/10/2009 19:51
Karmômetro (?)
tende a neutroDetalhe que o robozinho não foi programado para desviar de objetos. Isso foi trabalho dos neurônios do rato. Porque é isso o que os ratos fazem ao correr: eles desviam das coisas.
Postado por Fiote em 27/10/2009 10:58
Karmômetro (?)
tende a neutroExtrapolando seu comentário, Fiote: se implantarem os neurônios de um terrorista no robô, então o robô vai explodir coisas porque é isso que o terrorista faz.
Falando sério agora. Os robôs que receberem neurônios não serão capazes de fazer algo além do que o que o hardware permite. Mas ao mesmo tempo eles vão ser capazes de improvisar com o que eles têm, do mesmo modo que um ser vivo faz. Se implantarem neurônios humanos em robôs teremos um problema, pois o potencial para adaptação de nossa espécie é imenso.
Postado por Cavalheiro em 27/10/2009 13:24
Karmômetro (?)
tende a neutroA poluição se voltou contra o ser humano e parece que estamos nos acostumando muito bem, apesar do incômodo. O que nos preocupa mesmo neste caso é abrir mão da nossa ‘supremacia’. E a ficção científica se aproveita deste medo para azeitar enredos de filmes B…
O mais interessante mesmo é ver a ciência se voltar a possibilidades já desenvolvidas na natureza para incrementar a capacidade de processamento e tomada de decisões, já que pelo visto a tão aclamada tecnologia digital ainda está longe de resolver questões do tipo. Porque, fundamentalmente, este é um robô cujo processamento mais importante é feito biologicamente, e a interface ‘apenas’ trata os dados eletrônicos.
Postado por Adalberto José em 27/10/2009 13:26
Karmômetro (?)
tende a neutroLOL Cavalheiro, não é bem assim, rofl.
Eu estou falando da espécie (no seu caso, humana) e não do indivíduo (terrorista).
E vale lembrar que você chama ele de terrorista. Ele deve se achar no direito de fazer aquilo por estar em busca de um bem maior (pra ele). Não risos, não estou fazendo apologia lol.
Só que se tivessemos um robô com neurônios humanos armado com explosivos… concordo com teriamos um problema.
Postado por Fiote em 27/10/2009 14:08
Karmômetro (?)
tende a neutroNa minha opinião é preocupante, Fiote. Nossa espécie é extremamente adaptável e tem uma fortíssima tendência à violência. Lembre-se que podemos dizer que a primeira pesquisa tecnológica que o homem fez deliberadamente foi a da indústria bélica, quando descobriu que abateria melhor suas caças à pauladas e pedradas. Os robôs com neurônios humanos dariam um jeito para explodir o mundo, assim como as pessoas hoje em dia fazem bombas até com gás de cozinha, fio elétrico desencapado e fubá.
Concordo que afirmar que uma pessoa é terrorista é complicado, mas por outro lado ilustra bem o que eu quis dizer: nossa espécie não é conhecida por ter a tendência de buscar soluções pacíficas para os seus problemas. Imagine embutir isso em uma máquina (que por definição não precisa dormir, não precisa parar para comer ou devolver a comida ao mundo, etc.), e imagine essas máquinas em estado de guerra contra a humanidade? Rapaz, se isso acontecer, que o Grande Cthulhu salve nossas almas ;-)
Postado por Cavalheiro em 28/10/2009 16:47