<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<post>
  <blog-id type="integer">832697632</blog-id>
  <body>_A Apple combate duramente poss&#237;veis concorrentes; fabricantes de clones ficam &#224; beira da ilegalidade._

*Por Henrique Cesar Ulbrich*

Em uma novela que parece n&#227;o ter fim, a Apple sempre combateu duramente seus concorrentes diretos. Por isso, seu atual modelo de neg&#243;cios compreende uma solu&#231;&#227;o fechada e integrada de hardware e software que n&#227;o pode ser produzida ou sequer licenciada por terceiros. Embora nunca tenha sido realmente questionada por pr&#225;ticas monopolistas, de tempos em tempos aparecem empresas que desafiam o poderio da ma&#231;&#227; de Cupertino usando esse argumento.

Desde os dias do Apple II, no final da d&#233;cada de 70, a Apple sempre sofreu com a explora&#231;&#227;o supostamente indevida de seus produtos. Basta lembrar do famoso caso da americana Franklin Computer, que nos anos 80 produzia c&#243;pias exatas (e ilegais) desse que foi o primeiro sucesso da Apple. Ou as dezenas de ind&#250;strias brasileiras que se protegeram atr&#225;s do escudo da Reserva de Mercado, que proibia importa&#231;&#227;o de computadores, para criar c&#243;pias tamb&#233;m ilegais dos Apple II.

Os Macintoshes, introduzidos em 1983, com seu projeto de hardware e software monobloco tornaram a clonagem muito mais dif&#237;cil, legalmente falando. Os concorrentes precisariam fazer um dispendioso trabalho de engenharia reversa para produzir um computador legal e de funcionalidade minimamente compat&#237;vel, ou partir para a infra&#231;&#227;o de copyright com uma c&#243;pia descarada. De fato, os clones ilegais que apareceram em sua maioria foram tirados do mercado pela empresa e seus advogados, e mesmo muitos esp&#233;cimes supostamente legais foram esmagados - como &#233; o caso da brasileira Unitron, cujo clone alegadamente obediente &#224; lei, produzido por engenharia reversa, foi cancelado por press&#227;o da Apple e do governo americano.  

Pouco mais de uma d&#233;cada depois, em 1995, a empresa mudou de id&#233;ia e licenciou seu sistema operacional e ROMs para terceiros, permitindo a produ&#231;&#227;o de clones &quot;legalizados&quot;. O programa de licenciamentos, todavia, foi cancelado por Steve jobs em seu retorno &#224; Apple em 1997. A evolu&#231;&#227;o do sistema operacional System 7, que era licenciado, para o Mac OS 8, cuja licen&#231;a proibia a instala&#231;&#227;o em outro hardware que n&#227;o fosse Apple, terminou por enterrar o programa de licenciamento. Desde ent&#227;o, clonar um Apple teria sido, al&#233;m de ilegal, tecnicamente muito dif&#237;cil.

Teria sido, e foi durante outra d&#233;cada. Mas em 2006 a Apple resolveu abandonar os processadores PowerPC e adotou a plataforma Intel, a mesma dos PCs padr&#227;o IBM. Essa mudan&#231;a, com uma pitada de inventividade dos hackers de plant&#227;o, levou &#224; modifica&#231;&#227;o do sistema operacional Mac OS X para funcionar (ilegalmente) em qualquer PC com processadores Intel. Muitos entusiastas come&#231;aram a montar seus &quot;hackintoshes&quot; com PCs comuns e vers&#245;es modificadas do Mac OS X, a maioria com relativo sucesso.

&#201; nesse ambiente que a Psystar Corporation, fabricante de equipamento de seguran&#231;a e comunica&#231;&#245;es, resolveu &quot;peitar&quot; a Apple. Com sede em Miami, lan&#231;ou em 2008 o que chamou de _OpenMac_, um PC bastante compat&#237;vel com um Mac atual e que vem com o sistema operacional da ma&#231;&#227; instalado de f&#225;brica. Rapidamente rebatizado como _OpenComputer_ e equipado com o Mac OS X Leopard, o produto da Psystar foi o primeiro hackintosh oferecido comercialmente j&#225; pronto para uso.

De 2008 para c&#225;, a Apple e a Psystar t&#234;m protagonizado uma queda de bra&#231;o em p&#250;blico, com vit&#243;rias, derrotas e &quot;empates&quot; a cada jogada. De julho a dezembro, ambas trocaram processos na justi&#231;a americana, com leve vantagem para a Psystar. Desde ent&#227;o, surgiram mais candidatos a Davi, como a russa Russian Mac, a argentina Openimac, a tamb&#233;m americana Quo Computer e a alem&#227; PearPC. Mas 2009 viu a Psystar enrolar-se em problemas com acionistas, que a levaram a pedir concordata em abril. 

Acompanhe o desenrolar dessa guerra, que parece n&#227;o ter um fim muito pr&#243;ximo, pelo _hotsite_ &quot;geek.com.br/tags/guerra-dos-clones&quot;:http://geek.com.br/tags/guerra-dos-clones. 

_www.geek.com.br_</body>
  <created-at type="datetime">2009-07-03T19:50:26-03:00</created-at>
  <id type="integer">10386</id>
  <legacy type="boolean">false</legacy>
  <legacy-views-count type="integer" nil="true"></legacy-views-count>
  <old-created-at type="datetime" nil="true"></old-created-at>
  <original-id type="integer" nil="true"></original-id>
  <published type="boolean">true</published>
  <published-at type="datetime">2009-07-03T20:00:06-03:00</published-at>
  <ready-to-send type="boolean">false</ready-to-send>
  <sended-to-terra type="boolean">false</sended-to-terra>
  <sended-to-yahoo type="boolean">true</sended-to-yahoo>
  <summary>Em uma novela que parece n&#227;o ter fim, a Apple sempre combateu duramente seus concorrentes diretos. Por isso, seu atual modelo de neg&#243;cios compreende uma solu&#231;&#227;o fechada e integrada de hardware e software que n&#227;o pode ser produzida ou sequer licenciada por terceiros. Embora praticamente nunca tenha sido legalmente questionada por pr&#225;ticas monopolistas, de tempos em tempos aparecem empresas que desafiam o poderio da ma&#231;&#227; de Cupertino usando esse argumento.</summary>
  <summary-asset-id type="integer" nil="true"></summary-asset-id>
  <title>GUERRA DOS CLONES: Entenda a briga entre Apple e Psystar</title>
  <updated-at type="datetime">2009-07-03T20:00:06-03:00</updated-at>
  <user-id type="integer">1</user-id>
</post>
