PostQueda do airbus pode ter sido causada por falha em computador
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Das Übergeek - ubergeek@geek.com.br
em
30/06/2009 14:55
Blog: ÜberGeek
Karmômetro (?)
tende a neutroCom falha nos sensores, computador teria tomado decisões erradas.
Por Stella Dauer
com Henrique Cesar Ulbrich
As apostas em casos de acidente aéreo, como o do Airbus A330 da Air France no último dia 1º de junho, sempre apontam para o erro humano, causador da grande maioria deles. Entretanto, investigadores que trabalham nos destroços do A330 começaram a relatar indícios de que a falha, pelo menos dessa vez, foi da máquina. Mais especificamente, dos computadores de bordo.
A cada ano os sistemas de um avião ficam mais complexos e mais completos, e cada vez o piloto precisa tomar menos decisões simultâneas para poder pilotar essas gigantescas máquinas de voar. Os inúmeros computadores medem, por meio de sensores, todos os parâmetros que precisam ser controlados em um vôo e toma diversas decisões sem que a tripulação tome conhecimento. Justamente por isso, um desencadeamento de defeitos no vôo 447 pode ter causado sua queda.
Segundo o site The Inquirer a falha teria ocorrido no sistema Fly-by-wire, o mesmo que evita que os pilotos sejam soterrados com uma avalanche de informações. O sistema processa cada dado vindo dos sensores e ajustando cada sistema de sustentação, equilíbrio ou propulsão da aeronave, automaticamente. Aos pilotos resta apenas a tarefa de nagevar, deixando toda a complexidade de manter os pequenos (e importantes) detalhes do vôo para as máquinas.
O sistema chama-se Fly-by-wire (literalmente, “voar por fios elétricos”) porque, ao contrário de tecnologias mais antigas, a tripulação não tem acesso direto às partes mecânicas do avião. Em vez disso, tudo é controlado à distância, digitalmente, pelos computadores. .
Durante a viagem, o Airbus teria passado por uma tempestade de grandes proporções, que o sujeitou a muita turbulência e raios, algo que poderia danificar aparatos eletrônicos. Um erro no sistema que mede a velocidade do vôo (os tubos Pitot) teria levado o avião a pensar que estava com seu motor em pane e em queda, reajustando os controles e levando a aeronave a uma velocidade tão grande que esta começou a se partir.
É interessante notar que, embora a falha, ainda segundo o Inquirer, tenha sido no sensor de velocidade, o software não previa um caso semelhante e nem a intervenção manual do piloto, o que poderia ter salvo a aeronave.
Os pilotos teriam tentado reiniciar o sistema informatizado do A330 para remediar a situação. Nessas condições, entretanto, nada poderia ter sido feito, uma vez que não é possível controlar o avião manualmente (porque o Fly-by-wire não permite) tampouco usando o sistema auxiliar, se os sensores não fornecerem indicações precisas.
Outra dificuldade, além das tecnológicas, seria a de treinamento. Os pilotos, além de tudo o que tem de conhecer sobre aeronáutica, também precisam saber como resolver problemas de informática, tornando-se uma espécie de Geeks aeronautas. Hoje, a maioria (especialmente os pilotos mais experientes, acostumados com aeronaves antigas) não possuem essa tarimba.
“A dificuldade é que esses acontecimentos são raros o bastante para que os pilotos não sejam preparados para isso, mas acontecem vezes o suficiente para que figurem como uma ameaça real”, disse Bill Voss, presidente da Fundação de Segurança de Vôo ao site The Wall Street Journal. “Precisamos examinar como lidar com essas anomalias da automação”, completa.
E esse caso, que pode causar uma revolução na tecnologia aérea, talvez não tenha sido o único. O Quadro de Segurança Nacional de Transporte dos Estados Unidos (NTSB) está investigando incidentes ocorridos nas últimas cinco semanas com dois outros A330 que não caíram, mas que apresentaram anomalias semelhantes ao do desastre.
As buscas por corpos e destroços foram encerradas pela Marinha e pela Força Aérea brasileira no último dia 26, mas a busca pela caixa preta ainda continuará sendo realizada pelo governo francês, que necessita de uma explicação para a queda.
Outro avião Airbus caiu hoje no Yêmen, segundo a Folha Online. As causas dos dois acidentes não são relacionadas, sendo a aeronave yemenita provavelmente vítima de falta de manutenção pela empresa aérea.
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Postado por Das Übergeek - ubergeek@geek.com.br - em 30/06/2009 14:55
Comentários 
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Karmômetro (?)
tende a neutroComo um sistema de voo não leva em conta um modo manual? É muita falta de crítica considerar dar toda autonomia de voo à uma máquina. Em última instância o intelecto humano tem de ser o tomador final das decisões.
Postado por Marco em 30/06/2009 16:16
Karmômetro (?)
tende a neutroQue venham as especulações! Ruíns, diga-se de passagem, pois uma dúzia de pilotos que passavam pela mesma região não reportaram nenhuma tempestade, só alguns que viram um clarão e uma bola de fogo caindo…
Antes que digam que não encontraram corpos queimados no acidente, saibam que o local onde os passageiros ficam é totalmente separada, por exemplo, da área onde fica a carga. Portanto é perfeitamente normal que o avião tenha sido atacado – por dentro ou por fora – sem que ninguém tenha sofrido nenhuma queimadura.
Postado por Hell em 30/06/2009 17:11
Karmômetro (?)
tende a neutrocomo assim nao preve controle manual?
se é mesmo verdade é um erro gravissimo!
em situacoes normais uma maquina pode se virar baseada em padroes de comportamento e parametros, mas em situacoes extremas nenhuma maquina tem o poder decisional humano.
por mais zig zilhoes de computadores e sensores tem que existir um botaozinho que diga “agora mando eu”.
Postado por Juliano em 01/07/2009 05:17